De que serve um homem?

por Pedro Doria, em 19/julho/06 Nomínimo

Dizia-se, da Grã-Bretanha no século 20, que havia perdido um Império sem
encontrar um novo papel. O homem do século 21 está mais ou menos neste mesmo barco. Somos mais fortes fisicamente que mulheres, mas força manual não é lá
muito necessária na Era Pós-Industrial. Somos melhor equipados, emocional e
fisicamente, para lutar as antigas guerras, para matar com força bruta, partir
sem questionar contra trincheiras. Mas as guerras de hoje em dia são lutadas com
tecnologia ou terrorismo – e nenhum destes são necessariamente áreas de domínio
masculino.

Podemos ser pais, mas vivemos numa sociedade que têm as mães em bem
melhor conta. E também perdemos nossa vantagem intelectual. Há não muito tempo, gênios nas artes ou nas ciências eram essencialmente homens. Hoje você seria preso se sugerisse algo do tipo. E a proporção de mulheres para homens nas
universidades britânicas já está em 3:2 e aumentando. Nas escolas primárias, a
expectativa já é de que as meninas terão facilidades com os estudos e os rapazes
terão de dar duro.

A legislação britânica mudará no ano que vem, quando o Ato de Fertilização e Embriologia for revisto. Hoje, as clínicas de inseminação devem ter certeza de que há um pai e uma mãe para cada criança. A exigência passará a ser apenas da existência de “uma família”.

A mãe natural não deixa de existir, evidentemente – úteros ainda são de todo necessários.

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