Dedos poéticos

Tem gente que já escreve em forma de poesia, mesmo que seja prosa. Por acaso, passei por um blog hoje e achei fenomenal o jeito que a pessoa escreve. Vai um pedacinho (está em português de Portugal, viu!).

“O Zé Ralha tem uma explicação para os gordos, que às vezes ficam menos
gordos, mas, mais cedo ou mais tarde, voltam a ser gordos gordos. Disse-me ele,
há 18 anos atrás, na sala fresquinha e escura da casa do Robalo, onde a minha
avó costumava sentar-se na sua cadeira de couro a traduzir complexas fórmulas
químicas, que a explicação está na aura.

A aura usa-se justinha ao corpo, como umas calças de lycra (marca registada da Dupond). E quando os gordos perdem peso, a aura não alinha em dietas suicidas. Vai daí, fica largueirona e andrajosa. Tal como os meus dentes teimosos, que tudo fazem para voltar ao sítio onde foram felizes durante 25 anos, a aura utiliza os mesmos esquemas matreiros, recusando-se a enfiar-se na máquina de lavar com o programa a 60 graus para encolher um bocadinho.

Ando nisto há quase 28 anos. Não me quero repetir, já escrevi num post velho, enterrado nos arquivos que não me apetece vasculhar, que estou em dieta desde que nasci. Mas não caso gorda; ainda não tenho vestido, mas não caso gorda gorda, caso menos gorda e como sou o centro do mundo, anuncio aqui, que na próxima estação, primavera-verão 2007, as auras vão usar-se larguinhas e flutuantes.”

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