Em defesa da Busca

Em defesa da Busca
em TechBits

Desde que o Techbits existe, cerca de 19% dos visitantes vieram do Google. É provável que uma parte deles tenha se tornado leitor regular. Por isso figurar em mecanismos de buscas como o Google ou Yahoo! é um ótimo negócio: ganha-se visibilidade e novos leitores. Mas não é assim que pensa uma associação de jornais da Bélgica. Ganharam na justiça uma ação obrigando o Google a não mais indexar suas páginas. Azar deles.

A Busca impulsiona os negócios – No livro “A Busca”, John Battelle cita o caso de uma loja de sapatos que, da noite para o dia, viu seu faturamento despencar por ter caído no ranking do Google. A loja virtual, que vendia cerca de 40 mil dólares por mês, ficou com estoques encalhados às vésperas do Natal de 2003. A busca impulsiona visitantes, o faturamento e os negócios. Sair da primeira página do Google para outra qualquer fez todos esse índices despencarem.

Não é à toa que encontramos pela web empresas vendendo SEO (Search Engine Optimization – Otimização em Mecanismos de Busca), muitas delas oferecendo práticas não aceitas pelo Google e, portanto, passíveis de exclusão do mecanismo de busca como ocorreu recentemente com a BMW alemã.

Os livros e a prateleira infinita indexável – Controvérsia parecida ocorre com as editoras de livros e o Google. O projeto Google Livros pretende escanear e tornar disponível a busca por todos os livros existentes. As editoras não gostaram da idéia. Mas como fazer para que aquele livro, perdido em uma estante empoeirada, seja descoberto? Só com a busca na prateleira infinita da Cauda Longa. E isso provavelmente aumentará as vendas.

Azar deles – Dizem por aí que cerca de 40% das visitas a sites de notícia originam-se de serviços agregadores como o Google News. Por que então uma empresa de mídia prefere ficar fora do Google? A verdade é que as empresas representadas neste processo querem continuar no Google News, mas exigem pagamento de taxas de direito de uso de trechos de seus textos.

O Google defende-se dizendo que não fatura em cima do serviço Google News (não há anúncios), e que qualquer site pode se auto excluir de mecanismos de buscas apenas configurando corretamente o robots.txt, arquivo padronizado que alerta robôs de mecanismos de buscas sobre qual conteúdo [não] indexar.

Só posso entender que os jornais belgas não querem atrair leitores… azar deles.

por Alexandre Fugita

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