Moore teme que seu novo filme seja apreendido nos EUA

Michael Moore lançou seu mais recente polêmico documentário em Cannes, dizendo temer que o filme será apreendido pelas autoridades americanas antes de ser visto no país.

Da BBC Brasil

Sicko, em que o diretor ataca o sistema de saúde dos Estados Unidos, teve sua estréia no festival de cinema francês.

Mas o Tesouro americano está investigando se Moore desrespeitou o embargo comercial contra Cuba onde o documentário foi filmado.

Moore disse aos repórteres que teve que enviar uma cópia a uma país não-identificado no caso do original ser confiscado.

Multa ou prisão

O Tesouro americano disse em uma carta ao diretor que não há registro de uma autorização de viagem a Cuba e que Moore poderia ser multado ou preso.

Uma cópia de Sicko foi enviada para fora dos Estados Unidos menos de 24 horas após ter sido informado sobre a investigação, contou o diretor.

Os seus advogados lhe alertaram que o original poderia ser confiscado, ele disse aos jornalistas.

O documentário inclui sequências em que Moore leva uma equipe de resgate que trabalhou durante os ataques de 11 de setembro em Nova York para um hospital de Cuba e perto da base militar de Guantánamo.

O grupo sofre de doenças que teriam uma ligação com o trabalho de limpar os destroços do World Trade Center.

“O objetivo não era ir a Cuba, mas, sim, ir para o território americano, para Guantánamo, para que os integrantes das equipes de resgate recebessem o mesmo tratamento médico que os detentos da Al-Qaeda recebem”, disse Moore.

“Nunca nenhum cineasta deveria estar falando sobre prisão ou multas ou para onde ela ou ele devem viajar.”

Em uma carta com data de 2 de maio, o Tesouro americano deu um prazo de 20 dias úteis para que Moore informasse os detalhes de sua viagem a Cuba, inclusive quem foi junto com ele e o porquê.

“Nós nunca vamos ter uma mudança real nos Estados Unidos se a população não ver que isso só acontecerá se as pessoas levantarem da cadeira do cinema e fizerem algo.”

O documentário cita os sistemas de saúde da Grã-Bretanha, França e Canadá. No filme, Moore recomenda que os Estados Unidos deveriam adotar os melhores elementos de outros sistemas de saúde estrangeiros.

“O que deveríamos fazer como americanos é o que sempre fazemos – apenas pegar o que cada um de vocês está fazendo certo e colocar em um único sistema para chamar de sistema americano.”

O cineasta ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 2004, com Fahrenheit 11 de setembro, e o Oscar em 2002, com Tiros em Columbine.

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