10 km nem é tão longe!

Finalmente me recuperei e consegui escrever!

Tenho que admitir: meus primeiros 10km não foram tão dramáticos quanto os 5km da TrackField. Lógico que não vou deixar de fazer o draminha básico…

Os primeiros dez foram no domingo passado, na 17ª Corrida do Fogo.

  • Menos drama 1: foi de noite, ou seja, nada se sol escaldante, asfalto quente…
  • Menos drama 2: foi no Eixão, ou seja, nada de subidas íngremes, descidas acentuadas…
  • Menos drama 3: Tinha posto de água por todo o percurso. Batia a sede, logo apareciam os menininhos do Batalhão Mirim dos Bombeiros com os copinhos na mão.

Mas correr é sempre uma surpresa. Na semana anterior, não tinha treinado nada. Meu joelho tinha inchado. Mas fui, firme e forte – e preparada para terminar em mais de 1 hora e meia.

A corrida…

Passei pelos primeiros 3 km em 20 min e já achando que ia morrer. Morrer de cansaço, de sede.

Veio a água… Fresquinha…

Não lembro da placa dos 4 km… nem dos 5 km. E ainda tinha muita gente correndo comigo. Eu pensava que, a essa altura, eu estaria só, correndo à luz do luar, tentando vencer a mim mesma. Que nada!! Tinha – muita!! – gente junto.

Muita gente realmente tentando vencer a si mesmo. Outros tantos já desistindo, e alguns partindo para uma caminhada noturna. O destaque de tudo foi a Rainha do Fogo: uma senhora de seus 50 anos, toda de prateado, capa e cetro na mão, que passou por mim correndo, como se estivesse no auge dos 18.

É… tô ficando velha…

No quilômetro 6 (sim! eu vi a placa), olhei para o relógio, 40 minutos. Uauuu! Mantendo o ritmo… Já não pensava na morte, mas que chegaria acabada, demolida, completamente exausta, já com o telefone do SAMU na mão.

O sétimo quilômetro passou e nem vi. Até porque, foi mais ou menos na altura da largada, onde tínhamos que passar, correr mais de dois quilômetros e voltar para – finalmente! – cruzar a linha de Chegada. Foi por alí que um batalhão de Bombeiros – do Gama ou da Samambaia, não lembro – passou por mim. Cantando, cantando… e eu tentando passar por eles e conseguir mais um copinho de água.

Placa dos 8, vejo do outro lado, já voltando, um rosto conhecido. A Sílvia. Pensei… não estou só. E não estava mesmo. Ao olhar para os lados, tinha gente comigo. Uns correndo ao lado para dar ritmo, outros tentando passar, outros que eu deixava para trás.

Os 9… Passei com pouco mais de 1 hora. Só faltava 1 km – que certamente não duraria meia hora mais – e eu tinha gás!!!

Agora vai… Melhor… foi!

Uns 200 metros da chegada apertei o passo e pensei: “1h10, não vou passar disso!”. E acelerei… Tudo que eu ainda tinha… Os últimos ATPs queimados.

1h10s44!

Não morri. Não estava nem tão demolida, nem tão exausta. Não precisaria chamar o SAMU.

Só tinha aquela sensação gostosa de superar mais um limite.

Agora, rumo aos próximos 10 km – que já vão ser no dia 22!

ps.: o meu obrigada aos grandes apoiadores das minhas corridas: o treinador (Valeu, Marcel!) e meu namorado, que leva e trás (e que também já ganhou muitos beijinhos por isso!!)

largada.jpg

Largada: um empurra-empurra sempre

cfeu1.jpg

Para fechar em 1h10, tive que suar na chegada!

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