Repórter é para mandar notícia

Da Época Online – O Filtro, por Thomas Trauman

Em 1944, o barão da imprensa Assis Chateaubriand decidiu mandar um de seus menos experientes repórteres para cobrir a campanha das Forças Expedicionárias Brasileiras na Itália. “Seu Silveira, vá para a guerra. Mas não me morra. Repórter não é para morrer. É para mandar notícia”, ordenou Chatô.

Joel Silveira voltou dessas e de outras milhares de pautas. Era a “víbora” na definição de Chatô, o homem a quem ele escalava para desnudar a sociedade paulistana dezenas de anos antes de se cunhar a expressão “elite branca”. “O seu estilo é como uma punhalada que só dói quando a ferida esfria”, dizia o poeta Manoel Bandeira.

Joel Silveira, o melhor repórter do Brasil morreu ontem, no Rio, aos 88 anos.

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