Do AdNews

 

Em reportagem especial, o jornal inglês Financial Times traçou um panorama sobre a televisão brasileira. O texto sobre os últimos 30 anos ressalta o domínio da TV Globo e o fato de a emissora ter ter feito sucesso ao manter a estrutura de sua programação noturna quase que inalterada por três décadas. 

A fórmula a qual o “FT” se refere vai ao ar das 18h às 22h,  de segunda a sexta-feira. A emissora apresenta novela, noticiário local, novela, noticiário nacional e novela. Este último, gênero detalhado pelo jornal como o conteúdo que lida com questões de preocupação diária dos telespectadores, como criminalidade. 

A publicação inglesa reconhece a maquiagem contida nas atrações globais.  “Exceto que nada é bem o Brasil, porque tudo é um pouco melhorado, se não muito, e menos alarmante do que na vida real. Os pobres especialmente se saem muito melhor no mundo da Globo do que no mundo real. São mais bem alimentados, mais bem vestidos, se dão melhor com seus patrões de classe média e moram em favelas -onipresentes nas cidades brasileiras- tão maquiadas que deixam a coisa real literalmente na poeira”, diz o texto.

Octávio Florisbal, diretor-geral da TV Globo se defende: “o povo brasileiro enfrenta suficientes dificuldades em suas vidas diárias. Eles não querem ver mais sofrimento. Não é o que querem das novelas da Globo”.  

Mas o jornal lembra que se a emissora dos Marinho não muda, seus telespectadores sim. Diz que com o avanço da economia brasileira, mais pessoas adentraram a faixa de renda média na população, o que significa que maior parte da população deve ter mais tempo e dinheiro para realizar outras atividades a não ser acompanhar lealmente a programação horizontal da Globo. A internet e a TV paga são apontadas como fatores preocupantes contra a hegemonia da rede.

Porém, segundo o jornal, as outras mídias não são o maior prolema para a Globo, e sim o seu prórpio clone: a Record. Sobre o crescimento da emissora do bispo Edir Macedo, o impresso afirma que a Globo ainda não está em pânico e a estratégia é manter a mesma tática de sempre.

Entretanto, prevê que a emissora pode ser “comida” pelo seu próprio clone.

Vale lembrar que “A Favorita”, nova novela das oito, vai mal no Ibope e representou a pior estréia de uma novela na história da emissora.

Redação Adnews, com tradução de Deborah Weinberg

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