TV aberta envelhece e perde audiência

Da redação Adnews

As novelas não vivem um bom momento no país. E isso não é problema isolado de uma outra emissora. O fato é que todas elas têm derrapado nos números do Ibope.

A líder Globo amarga as piores médias da história com suas tramas, enquanto na Record o cenário não é muito diferente. A Band decidiu recentemente fechar o núcleo de dramaturgia, o que acabou com 200 empregos. No SBT, a única aposta é “Pantanal”, que almeja incomodar as concorrentes.

As justificativas são várias: culpam desde o trânsito, que atrasa as pessoas e as faz perder o horário das tramas, até a ameaça de novas mídias como internet ou a não tão nova assim TV paga. Há também o argumento de que as pessoas estejam mesmo é cansadas desse gênero que já domina o país há décadas.

Como informa a repórter Keila Jimenez, do jornal “O Estado de S.Paulo”, um pouco de tudo isso contribui paa o mau momento. O público realmente tem migrado cada vez mais para a internet. Em menos de 10 anos, o contigente de internautas brasileiros pulou de 1 milhão para 42 milhões. No ano passado, por exemplo, foram vendidos mais computadores do que aparelhos de TV.

Menos pessoas assistem à TV aberta. O horário das novelas é o mais prejudicado. Segundo Keila, a participação da Globo no total de TVs ligadas na trama das 6 caiu de 56%, em 2006, para 40,9% em 2008. No horário nobre, faixa das 21 horas, o número desabou de 67,4%, em 2006, para 59% em 2008.

‘A queda tem razões e proporções diferentes nas emissoras. Na Globo, as audiências estão caindo por causa dos efeitos da concorrência”, ataca o autor de novelas da Record, Tiago Santiago. Já aqui, o ibope caiu porque sofremos a concorrência inesperada de Pantanal e também por conta do horário eleitoral, que derrubou o número de TVs ligadas,afirma ao jornal.

O autor Silvio de Abreu se defende: ”se você olhar pela porcentagem da audiência, mesmo com índices menores – resultado de menos aparelhos ligados – a novela das 9 da Globo é ainda o programa mais assistido” .

Santiago descarta a possibilidade de crise das novelas e a fuga de telespectadores jovens. Segundo a reportagem, o horário nobre da TV aberta está “envelhecendo”. Por isso a preocupação em produzir tramas que atraiam este público, hoje cada vez mais antenado em multiplataformas.

Dose de tranqüilidade

O diretor de Mídia da agência DPZ, entretanto, tratou de tranquilizar. Segundo ele, o momento é de mudança, não de pânico. ”Novela boa continua sendo produto forte para os anunciantes, vide o desempenho da reprise de Pantanal no SBT”.

”A queda de ibope com a migração para outras mídias existe, mas talvez esses números virem quando começarem a aferir audiência na mobilidade. Cada vez mais pessoas assistirão a conteúdo em seus laptops, TVs portáteis, celulares…”, finaliza.

As informações e declarações são do jornal “O Estado de São Paulo”.

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