Tema 1/50: Educação Superior a Distância pode ser uma forma de inclusão social?

Para ser inclusivo, é preciso pensar o aluno, nas formas como ele se conecta e nas tecnologias que vamos querer que ele tenha acesso

A partir de hoje, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nósO tema de hoje é: A Educação Superior à uma forma de inclusão social, considerando a situação econômica do país, a fluência digital da população, a acessibilidade dos recursos digitais e o acesso à infraestrutura tecnológica exigida para os estudos?


A Educação Superior a Distância pode ser uma forma inclusão social porque amplia e facilita o acesso. Amplia porque é potencialmente mais abrangente, atingindo mais pessoas. Facilita porque, ao ampliar o alcance, torna mais acessível a um número maior de pessoas.

Quando considerada a situação econômica do país, tem-se alguns pontos a serem observados. O primeiro é a situação das instituições de ensino e o segundo é a da sociedade. Em relação à primeira, as instituições têm ofertado cursos à Distância são instituições privadas, cuja capacidade de oferta de cursos de qualidade é maior. Isso devido aos maiores investimentos e o própria mensalidade cobrada pelo curso. Atentem-se! Não digo que os cursos são de maior qualidade, mas que a capacidade para fazê-los existe.

Quando analisada a situação econômica da sociedade, basta dizer que as classes C, D e E correspondem a mais de 70% da população brasileira (veja os dados do IBGE sobre renda per capita). Essa situação sócio econômica aumenta a necessidade de um ensino superior mais acessível, inclusive, em termos financeiros. O que é possível via EAD.

Em relação à fluência digital da população, é importante ressaltar 70% dos municípios brasileiros têm acesso à internet. O dado aponta para um acesso maior e crescente aos ambientes online. Contudo, um dos fatores importantes a serem lembrados é que os smartphones são a forma mais comum de acesso a web, no país. Esse tipo de acesso é devido ao custo mais baixo do acesso pelo celular. O que nos leva aos pontos da acessibilidade dos recursos digitais e do acesso à infraestrutura tecnológica exigida num curso.

Para que o Ensino Superior a Distância possa ser um fator de inclusão social, é preciso que sua concepção leve em conta formas de acesso e suas tecnologias. Cabe ao desenho do curso garantir que ele seja acessível. Ou seja, o planejamento deve levar em conta o acesso mobile e de baixa velocidade e conceber recursos educacionais que sejam compatíveis – técnica e pedagogicamente – ao contexto do aluno.

Com isso, concluo que o Ensino Superior à Distância é um fator de inclusão social. Porém, se, e somente se, a sua concepção levar em conta o aluno e, assim, se oferecer como uma porta de entrada para o mundo acadêmico.

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