Tema 2/50: Atuar em EaD: quais os desafios e pré-conceitos precisam ser superados pelos professores “presenciais”?

É preciso superar a ideia de que existe educação presencial e online. Hoje, o online é parte da educação em qualquer contexto.

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós.

O tema 2 é: Quais são so desafios e pré-conceitos que precisam ser superados pelos docentes exclusivamente presenciais para ingressarem suas atividades na EaD? Há habilidades exclusivas para EaD que eles precisam desenvolver? Para aqueles que atuam nas duas modalidades, é mais “fácil” atuar na EaD ou no presencial?

Os docentes “presenciais” precisam, primeiro, acreditar na Educação a Distância. Ainda há muita resistência, não só deles, mas da sociedade como um todo no que diz respeito a atividades educacionais nesse formato. Na produção de cursos, quando um professor “presencial” acredita que vai ser possível transmitir seu conteúdo em EAD, a própria atitude dele muda em relação aos meios que serão usados.

Penso que, entre as habilidades que eles precisam desenvolver, elas estão diretamente ligadas às tecnologias web, suas ferramentas e recursos. Mas não considero uma habilidade exclusiva da modalidade a distância. Hoje, o domínio da web e dos recursos online já pode ser considerado uma habilidade para a vida.

Os professores que atuam – e entendem – nas duas modalidades (presencial e à distância) sabem aproveitar mais todos os recursos disponíveis em todos os contextos. E, como em tudo na vida, é mais fácil fazer o que já sabemos.

Agora, temos que pensar mais a respeito da dicotomia presencial X online (que passo a utilizar como representativo ao EAD, visto que esse é o meio padrão hoje). Na minha opinião, ela não existe mais na educação. O professor presencial, de alguma maneira, vai precisar se comunicar com seus alunos e vai, invariavelmente, usar algum meio online (email, mensagens de telefone, grupos em redes sociais… )

Assim, talvez o desafio maior é mostrar àqueles que se entendem como “docentes presenciais” que isso não existe mais.

E falando sobre competências. Uma das coisas que aprendemos na produção de cursos é que o EAD é uma obra coletiva. O especialista tem o domínio do conteúdo mas, para um curso de qualidade ser criado – e quando ele não tem habilidades de comunicação e linguagem necessárias – , é preciso da colaboração de um profissional que tenha. Às vezes, é o design educacional, outras um profissional de linguagem e/ou design.

E você, o que pensa?

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