Tema 4/50: Forma ou conteúdo? O que é mais importante em EaD?

Forma e conteúdo constroem um sentido. Quem disse não fui eu. Foi Barthes. Eu só concordo!

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. O tema 4 é: O que realmente importa para EaD: a forma ou o conteúdo e quais são os recursos e atores que fundamentalmente colaboram na concepção e forte de um curso a distância de excelência?

Considero ultrapassada a discussão conteúdo X forma. Hoje, nos tempos do multimídia, multicanal, multitarefa, multitudo, um não existe sem um outro. Um bom EaD é, portanto, o conjunto do conteúdo e da forma. É o conjunto que vai ser sentido à aprendizagem.

Por vezes, o conteúdo define a forma. Outras, é a forma que define o tipo de conteúdo. Tudo depende dos objetivos educacionais de de aprendizagem definidos no planejamento inicial.

Assim como conteúdo e forma não podem ser dissociados, entendo que será o conjunto de habilidades nas duas áreas é o que garante a concepção de um curso a distância de excelência. Digo habilidades porque é recorrente que a mesma pessoa/ator, desempenhe multipapéis. Contudo, o que percebo no trabalho diário de produção de cursos, é a necessidade de um núcleo de base que deve ser composto por quatro atores:

  • design educacional: responsável pelo planejamento didático-pedagógico, definição dos objetivos educacionais e de aprendizagem e acompanhamento da produção dos conteúdos e treinamento dos tutores;
  • produtores de conteúdo: trabalham junto ao design educacional e são responsáveis pela curadoria e criação dos materiais didáticos que atendam aos objetivos propostos;
  • especialista em linguagem digital e meios online: responsável pela adequação dos conteúdos aos melhores meios que atendam aos objetivos educacionais e de aprendizagem;
  • design gráfico/web: trabalha junto com o especialista em linguagem digital no estudo e escolhas visuais e de interação que atendam os conteúdos propostos (digitais, online e impressos, quando forem necessários para interações presenciais);
  • desenvolvedor: trabalha junto com o design na escolha das melhores ferramentas tecnológicas e digitais que permitam concretizar o ambiente online proposto e atua na manutenção do ambiente.
  • equipe de tutoria: responsável pela interação com o aluno.

Entendo essa como a base humana para produção de um curso de qualidade. Em relação aos recursos, um LMS compatível, servidores e equipes de TI que atendam a amplitude necessária é fundamental, além dos pólos presenciais, quando necessário. Mas a necessidade efetiva dos recursos físicos e tecnológicos só pode ser mesurada e definida “ideal” caso a caso – a depender do planejamento do curso.


Quem foi Barthes (1915–1980)?

Foi esse carinha charmosinho e fumante, aí do lado. Bathes foi um pensador francês, referência nos estudos de linguagem.

Para saber mais um pouquinho sobre ele, veja essa matéria do acerto do jornal O Globo: Roland Barthes, o pensador francês que jogou um novo olhar sobre a linguagem .

Agora, se você quer saber muitão mais, dá uma olhada nos livros que ele escreveu.

E você, o que pensa?

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