Tema 8/50: E os ambientes de aprendizagem online? O que eles têm a ver com isso?

Primeiro, ambiente não é virtual. E as ferramentas? Elas estão aí. Só tem que saber usar

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. O tema 8 é: As plataformas educacionais ou ambientes virtuais tem sido desenvolvidos com o intuito de aprimorar a qualidade , a experiência dos usuários e as possibilidades para oferta da EaD, considerando as ferramentas de comunicação, colaboração, produção e gestão de conteúdos, avaliação, engajamento, etc. Os recursos disponíveis na maioria das plataformas hoje são satisfatórias e auxiliam os tutores, professores e/ou alunos dando autonomia para suas atividades? O que ainda falta?


Eu trabalho exclusivamente com educação online e os ambientes virtuais de aprendizagem me desafiam todos os dias. Primeiro pelo próprio nome virtual. Em sua definição, virtual é aquilo que só existe potencialmente, sem efeito real. Ao superar essa barreira de nomenclatura, percebo que os ambientes de aprendizagem online (é assim que os chamo!) disponíveis hoje nos apresentam sim as ferramentas necessárias. Faz-se quase tudo nesses ambientes.

O fato é que não existe ambiente completo. Por vezes, há um recurso que existe num e não no outro (ou no outro funciona melhor). Daí outro desafio do profissional produtor de recursos educacionais: avaliar os ambientes disponíveis e escolher o que mais se adapta as suas necessidades.

Apesar de oferecer ferramentas, nem sempre esses ambientes oferecem autonomia para o educador. Eles precisam de equipes técnicas de TI para implementação, ajustes e manutenções. As soluções pagas oferecem os atendimentos ao cliente enquanto os open sources necessitam de equipes locais. O exemplo mais comum é o Moodle que, apesar de mais utilizado, ainda precisa de especialistas que orientes e mantenham o uso. Na minha equipe, por exemplo, esses profissionais são imprescindíveis.

O que falta é primeiro a familiaridade do educador e do professor com as ferramentas e suas potencialidades. Sem isso, eles não conseguirão fazer uso desse novo mundo digital de forma ampla. Por outros lado, a própria mudança de paradigma onde o professor não só ouve o aluno, mas também permite um fluxo de feedbacks constantes – porque as ferramentas digitais permitem isso. E, talvez um grande passo para educação, fazer com que os educadores/professores aprendam sobre TI, programação e desenvolvimento de sistema. Esses conhecimentos, mesmo que superficiais, ajudam na otimização e no trabalho em equipe, junto com TI, para idealização de novas ferramentas.

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