Tema 9/50: Teorias de aprendizagem: qual caminho seguir?

Desenhar experiências de aprendizagem é escolher o melhor de todos os mundos.

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 9 é: No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o psicólogo norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) apresentou um invento, chamado de “máquinas de aprendizagem”, que nada mais eram do que a organização do material didático de maneira que o aluno pudesse estudar sozinho, recebendo estímulos positivos à medida que avançava no conhecimento. A idéia da máquina não era substituir a figura do professor, mas deixá-lo livre para a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar. Nesse sentido, podemos entender que com sua “máquina para fazer o aluno estudar” Skinner teria sido um dos precursores ou, no mínimo, um visionário da EaD? Na sua opinião quais das teorias de aprendizagem (behaviorista, cognitivista, sociocultural, humanista, inteligências múltiplas…) são mais praticadas na EAD atualmente?


Na EaD, como na vida, devemos aproveitar o melhor dos dois mundos (três, quatro, cinco…). Skinner nos trouxe a máquina como suporte à aprendizagem. Hoje, a interação humano-computador é nossa ferramenta de trabalho. Sem ela, o EaD nos moldes atuais não seria possível.

Afora as teorias clássicas (e cada uma tem sua aplicação positiva e válida), compartilho a visão de Dewey (2010), que afirma existir uma conexão orgânica entre educação e experiência pessoal e apresenta seu conceito de continuum experiencial. Nessa lógica, para Dewey, as experiências educativas desvairam ao que ele chama de mundo em expansão, isto é, elas despertariam o desejo de aplicar em futuras experiências o que foi aprendido em experiências prévias.

Com isso, trago um pouco do que a equipe de produção de cursos na qual trabalho tem se aprofundado em estudar: a ligação dos conceitos de experiência do usuário em ambientes online de educação e o aproveitamento dos conteúdos ali expostos.

Entendemos que o desenho de ambientes de aprendizagem online baseados na otimização do relacionamento humano-computador – e com foco no aluno! – é um fator de sucesso de uma ação educativa. A atenção ao aluno, que vai viver a experiência de aprender naquele ambiente amplia a possibilidade de seu envolvimento e sucesso.

Assim, ter foco nas teorias, pura e simplesmente, não nos atendem como desenhistas de experiências de aprendizagem. A nós, cabe a escolha do conjunto de melhores opções que atendam ao aluno, no determinado contexto em que ele se encontra, naquela situação de aprendizagem específica.

=)

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