Temos vagas

Olhamos para os filhos e vemos sucesso, quase nunca, trabalho.

Hoje me perguntaram: se eu pudesse escolher um trabalho para minha filha, qual seria?

Nunca pensei sobre escolher um trabalho para ela e, ao mesmo tempo, surgiram ideias mil. Desde cantora, até engenheira, passando por veterinária… Aí me dei conta que trabalho não é profissão. Trabalho é aquilo com que temos que lidar no dia a dia, faça chuva ou faça sol, querendo ou não.

Começaram a vir à tona os vários clichês deste mundo cruel (sim, o mundo do trabalho).

1) Você precisa fazer o que gosta.
Hummm… pra mim isso é um hobby.

Próxima…

2) Represente-se por meio do seu trabalho.
Isso tem cara de arte, não tem?

3)Evite estresse no trabalho.
Olha, em 20 anos no mercado, só tenho um testemunho: a única parte do trabalho que não tem estresse é as férias.

4) Se não está satisfeito, saia.
Essa é uma meia verdade. Porque o “saia”, ok, mas cumpra o combinado. Não precisa chutar o balde, bater a porta e deixar para trás um legado de coisas inacabadas.

5) Esses dias ouvi: Preserve seus momentos de ócio.
Gente! Alguém combinou isso com meu chefe?

Opa… opa… estou fugindo do tema.

Enfim, qual trabalho eu escolheria para minha filha? Comecei com requisito básico: um que desse dinheiro, algum pelo menos (excluído da lista, portanto, dar aula hehe). Ao mesmo tempo, que pudesse ter uma liberdade de horário e onde ela pudesse falar. Falar muito, o tempo todo (sorry, filha! se você está lendo isso, você sabe que é verdade). E, para dar uma dose de realidade para este desafio, pensei numa questão temporal: ela tem 15 anos!! Qual seria um trabalho que eu indicaria HOJE. Porque pensar num futuro hipotético, quem não quer um filho médico, advogado, engenheiro, astronauta, …

Hoje, eu veria minha filha num caixa do Starbucks, indicando o melhor café. E perguntando do seu dia, falando um detalhe do dela. Terminando um atendimento e indo para o outro.

— ouço a patrulha do politicamente correto: “mas você não acha que ela devia estar estudando para ser a astronauta?

L Ó G I C O ! !

Mas até um astronauta precisa de um café e um papinho nada a ver, às vezes, né? Melhor estar preparada!

😉


Estamos num desafio, eu e minha filha. Escolhemos uma carta da caixa de ideias e temos que escrever sobre. Cada uma no seu quadrado, uma sem ver o texto da outra. E, depois que publico o meu, vejo o dela e vice-versa – e eu coloco os dois no ar, juntos. Este texto é fruto desse exercício de criatividade e escrita. Abaixo, a produção dela!


Estou tensa.

Uma vez eu li meu livro da maternidade e tinha uma parte escrita “O que você acha que sua filhinha vai ser quando crescer?” E não tinha nada escrito em baixo. Ou seja, minha mãe teve 15 ANOS para pensar sobre isso.

No momento que ela viu a cartinha com o tema, seus olhos refletiram PURA MALDADE! Ela com certeza vai escrever algo esquisito, do tipo, ‘quero que minha filha seja astronauta’. Sem ofensas se você é astronauta, mas você é louco.

Se eu tivesse uma filha e quisesse sacanear com ela, escrever uma redação de 300 palavras sobre esse assunto seria a oportunidade perfeita. Isso é algo tão maldoso, que se você escrever no Google: “Qual trabalho você escolheria para seu filho – pesquisa” não aparece nada (nem mesmo se pesquisar em inglês).

Já dizia Alessandra Pinheiro (seja lá quem essa for): “Não me diga o que espera de mim, não me fale como agir ou condene meu jeito de ser”. Certeza que ela escreveu isso para a mãe dela. Se eu tivesse criatividade suficiente também escreveria meus dramas da forma mais dramática possível (P.S: uma ideia mãe! Dramaturga!

E outra, minha mãe está fazendo mestrado de educação em saúde (ou algo do tipo). E eu acho que ela faz em uma turma de médicos, então eu parei para pensar: e se minha mãe fosse médica? Aí eu desenvolvi esse pensamento para: e se minha mãe quiser que EU seja médica??? Eu daria uma péssima médica, na primeira oportunidade eu mandaria o paciente para uma ressonância mesmo pensando que ele estivesse apenas gripado. E ainda teria a cara de pau de dizer: “É só por precaução hehehe.”

Só quero deixar bem claro que só não reclamei do texto porque em algum momento pegaremos a cartinha “Describe a typical day from your high school experience” e eu terei a minha vingança.

Além disso quero dizer para a minha querida mãe: PENSE 2 VEZES ANTES DE MANDAR SUA RESPOSTA A ESSA CARTINHA!!!

E você, o que pensa?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.