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Linguagem neutra e mais um dos mimimis da vida

Imagem: MET – Vincent van Gogh – 1890 – L’Arlesiènne

Aí eu cruzo com um artigo do Medium “Escrever com ‘x’ não é linguagem neutra”.

Se você trabalha com texto, comunicação e linguagem, como não ler.

O texto é uma crítica aos marcadores de gênero ‘x’ e ‘@’ com propósito de linguagem neutra.

//pausa para explicação//
o que é essa tal de linguagem neutra, afinal?

A linguagem neutra é um conceito que defende uma expressão linguística sem sexismo. Os ativistas defendem que, ao utilizar uma linguagem neutra, mais indivíduos são incluídos no discurso.

O Nexo Jornal fez uma matéria interessante sobre o tema aqui. Vale ler!

//voltando ao assunto…//

As línguas que usam o masculino como padrão para as generalizações tem se preocupado com isso, afinal, o discurso de igualdade se espalha como grama. É o caso do francês. Eles discutem bastante sobre sobre escrita inclusiva. Atenção para o nome que eles dão para o assunto. Não falam de sexismo, mas de inclusão.

Peraí…

//nova pausa//

Pensa aí: qual seria a diferença entre sexismo e inclusão? Eu não vou entrar nisso. Pensa você e tira suas próprias conclusões =P

Se você lê em francês, Laurent Joffrin, do Libération, falou sobre linguagem inclusiva aqui.

//voltando a programação normal…//

O texto que eu falei lá em cima cita quatro argumentos para abandonar o X e o @, com a finalidade de ser menos sexista. Vamos a eles:

#1 É impronunciável e, portanto inaplicável à língua falada

É… tipo… então… Só para esclarecer, a língua falada e a língua escrita são diferentes, sim! – só pra relembrar, caso alguém não tenha notado. Se seguirmos a linha de pensamento do “impronunciável, vamos ter que abolir os emojis, né gente! Porque, também, só para os desavisados, emoji não se aplica à linguagem falada, né? [emoji da piscadinha]

#2 Não inclusivo para deficientes visuais ou auditivos

Já sobre os deficientes visuais e auditivos, concordo que, para os primeiros, sempre deve haver o plano B. Mas quem tem dificuldades de ouvir, vai ver a representação visual – por a deficiência é auditiva… né? Dãh!

Ponto. Parágrafo.

#3 Não é passível de ser utilizado no mundo fora da bolha da internet sendo, portanto, extremamente elitista.

Bom, essa eu não entendi, afinal eu posso escrever # ou @ numa folha de papel, com meu lápis Faber Castell. Também posso usar numa máquina de escrever…

#4 Isso dificulta, e muito, a vida de quem tem dislexia e dificuldades de leitura.

Ihhh! Nessa eu não tenho conhecimentos para argumentar. Se alguém quiser se manifestar, please!

#5 Não resolve o problema do sexismo na linguagem porque não mexe em sua estrutura.

Outro ponto meio confuso pra mim. A linguagem está sempre em mutação e o que define as mudanças é seu uso social – e posso ficar mais outro post só falando disso.

Mas o ponto é: em que medida o “x” ou o “@” vieram para ser neutros? Será que não são apenas parte das mudanças contínua da linguagem? O que de mais neutro existe além de usar um símbolo que permite que cada um use o que quiser, elevando ao máximo a individualização da mensagem?

Todxs, alun@s, amigxs, … quão democrática é uma expressão que permite que cada um se reconheça, sem excluir o outro….!

Car@s! (aiii como eu gosto do @ )

Relaxem! Não é uma letra ou um artigo numa frase que define ser ou não sexista.

Sexismo é conjunto de ações. É com suas ações que você precisa se preocupar!

#ficaadica

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Euzinha, Mil coisas...

Não é a imprensa. São as pessoas!

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Acabo de ver a seguinte imagem, parte de uma campanha da União Nacional dos Estudantes (UNE).

*  *  *

Sou jornalista. Fui imprensa por muito tempo e admito que não existe imprensa isenta. O ato de comunicar, por si só, não é isento de opinião.

Os jornalistas, escritores, colunistas,…  imprimem em seus textos e discursos crenças e ideologias, seus pontos de vista. Isso não é errado. Isso é, sim, natural. Afinal, sua existência como ser humano é baseada nas suas crenças e não há motivos para privar os comunicadores disso.

Como não existe uma opinião neutra, não existe imprensa isenta de opinião. Por trás de cada veículo, há seres humanos, pensantes, que têm cabeças tão diversas quanto o número de estrelas do universo. E não é por suas estrelas que o céu é tão belo?

*  *  *

Quando leio a frase da UNE – A imprensa fará você odiar… e amar – sinto um misto de horror, desilusão e descrença.

Não! A imprensa não tem o poder de fazer alguém amar ou odiar. São pessoas. Pessoas são responsáveis por suscitar sentimentos. Pessoas sentem.

À imprensa, dar-se lhe um poder que ela não tem, uma responsabilidade que não lhe cabe.

Porque, na verdade, quem incita amor ou ódio são pessoas. Pessoas como esta, que usou as técnicas de comunicação e persuasão para fazer a peça publicitária. Para vender uma ideia sobre a imprensa. Para destacar, não por acaso, em vermelho, as palavras: odiar e os opressores.

A desilusão e a descrença crescem à medida que percebo o quanto a UNE – e tantas outras instituições – acreditam que a liberdade de expressão só é válida se essa expressão é igual a deles.

O problema, no fundo, não é da imprensa. É sim da incapacidade de conviver com opiniões e posições contrárias. E de atribuir ao diferente o ódio.

*  *  *

À UNE, que também é feita de pessoas com opiniões, crenças e ideologias – e com responsabilidades tão ou maiores que a da imprensa -, caberia mais atenção com o emprego das palavras ódio e amor. Caberia aceitar que a imprensa é canal. E que existem vários canais disponíveis, com várias pessoas, com várias ideias – inclusive, há, dentro do pacote ‘imprensa’, aquela que concorda com suas opiniões. Caberia, por fim, entender, que ter uma imprensa livre é o primeiro sinal de democracia e liberdade de expressão. E que, lá no fundo, é isso que queremos: liberdade de expressão.

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Eu, Mil coisas...

Fatos & Boatos: seu novo espaço de informação – governamental (?)

Não! Não é piada!

Fatos & Boatos não é a nova revista de fofocas. Nem uma nova versão dos sites de celebridades.

Fatos & Boatos é um site criado pelo governo!
(emoji de espanto!)
Sim! E hospedado no brasil.gov.br (www.brasil.gov.br/fatos-e-boatos/)
(mais emoji de espanto!)

Para quê?
Para desmentir informações que circulam por aí.


Posso começar uma crítica…

… pelo nome.
Fatos & Boatos

Posso passar pelo slogan.
“O que falam por aí, o governo esclarece aqui”.

Mas fico com o boato mais legal.
Boato do “chip da besta”

Leio jornal, revista, circulo compulsivamente por redes sociais.
Mas esse “chip da besta”?
Nunca vi.
Nunca ouvi.
Nunca li a respeito.

Ô governo!

Esclarecer fatos, tudo bem!
Mas vamos controlar a criatividade dos boatos, né?

Sem mais!

PS.: se você está se perguntando o que é o tal "chip da besta", é algo em torno do Registro Civil Nacional. Vai lá ver!
 =D

Veja outros boatos no site:

Fatos e Boatos Home

Todos os boatos

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Quanto mimimi pelo nome de um esmalte!

Comentário sobre: Risqué escorrega com coleção com nomes de homens e lida com crise no Twitter #homensrisque

Sim, mulher gosta de ganhar flores. Gosta de receber email no meio do dia dizendo ‘Eu te amo’. Também gosta de chegar em casa e ter um jantar a luz de velas. E quando está na expectativa da paquera e ele te chama pra sair. Não é lindo? Claro que é! Quando ele fez o pedido oficial de casamento, de namoro, … inesquecível, não?

Mulheres gostam dessas coisas e não são mais ou menos mulheres por isso. E são esses companheiros que elas buscam. Pessoas que fazem gestos simples que te deixam feliz.

Eu acho que quem agrada o outro deve merecer um tribuno. Quem faz coisas que me deixam feliz merece muito mais que um nome no esmalte.

Então, mulherada, que tal deixar de mimimi com os novos nomes de esmalte da Risqué, incentivar os pequenos atos de mudaança e aproveitar o jantar a luz de velas?

Nova coleção de esmaltes da Risqué

Novos nomes dos esmaltes Risqué causam polêmica

Pronto. Agora podem me esculhambar!

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Euzinha

Aí, só o vazio…

A pior coisa é quando você se propõe a criar uma rotina para escrever, passa o dia pensando em mil assuntos para falar, senta na frente do computador e então…
– a mente fica vazia –
Todos os assuntos somem e, entre uma orelha e outra, surge um vácuo.
Para onde vão todas as ideias nessa hora? Onde está aquele turbilhão de palavras que ficam dançando na mente, quando a gente não tem um teclado por perto?
Aí, só o vazio…
vazio
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