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Escrever, definitivamente, é um dom!

Acabo de ler num blog (dos sérios!) que Luis Fernando Veríssimo não gosta de escrever. Escreve por obrigação. Estou chocada!

Estou assim não pelo fato em si, dele não gostar de escrever, mas pela reflexão que veio na sequência (sem trema!). Por que ficamos impressionados com o fato de uma pessoa fazer algo apenas por obrigação e fazer bem? Por que ficamos impressionados quando uma pessoa tem um dom – vá lá, não dá para negar, ele sabe escrever e ponto – e não gosta dele? Sim, foi isso que ele disse: não gosto de escrever!

Isso pode ser – talvez, quem sabe – simples de explicar: escrever provavelmente não é uma arte, somente um dom. Ou você sabe, ou não. Não digo escrever como estou fazendo – qualquer coisa, com algum sentido -, mas escrever mesmo, cativar pela palavra, envolver pelo texto. Por que penso isso? Porque tenho certeza de que a arte envolve paixão, emoção, sentimentos. E não se pode fazer algo por obrigação sem isso.

Então, digo: escrever é um dom. E aqueles que o tem, por prazer ou não, usem-no! Porque o prazer da leitura, esse sempre vai existir.

E ao Veríssimo, muito obrigado pelo esforço – cruel?? – que passa para que possamos desfrutar ds seus deliciosos contos, crônicas e quadrinhos.

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Conhecer Paris é…

Depois de 6 meses, finalmente, consigo dizer o que é conhecer Paris. Sim! Seis meses; desde outubro, penso na viagem. Em cada momento, cada lembrança, cada uma das 1500 fotos e um caderno cheio de entradas de museu, tickets de metrô, papéis e recordações do que é conhecer Paris…

Conhecer Paris é caminhar. Caminhar pelas ruas estreitas, pelas grandes avenidas, pelos jardins floridos, pelo Louvre, pelo D’orsay, pelo Jardim des Tulleries, pelo Trodero, pelo Père Lachaise, pelo Champs de Mars… enfim, é caminhar. Nada de ficar enfurnado num metrô.

Conhecer Paris é se encantar com cada detalhe dos prédios de 1800, onde moram cidadãos comuns, como eu e você. É ir ao supermercado comprar queijo e vinho. É comprar coisas que você nem imagina o que seja e fazer piquenique na cama do hotel com tudo isso.

Conhecer Paris é ter vários mapas da cidade – alguns recolhidos no aeroporto, outros tantos das Galerias Lafayette. É marcar no mapa, com o lápis do hotel, o roteiro do dia seguinte.

Conhecer Paris é ir ao Louvre e encarar a Monalisa.Ver a coroa do Rei Sol, do Napoleão e o Código de Amurabi.

É passar 20 minutos caminhando para encontrar a Vênus de Milo. É comprar “coisinhas” na loja do museu e acabar o passeio debaixo da Pirâmide.

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Conhecer Paris é sentar num Café, comer croissant e pain o chocolat. É entrar na padaria e sair de lá um uma baguete. É comer macarron chez Les Délices de Manon. É tomar chocolate quente, comer sorvete, sanduiche de baguete, queijo, vinho, mais queijo, mais vinho.

Conhecer Paris é passear às margens do Sena. É passar por todas as pontes (de l’Alma, Pont Neuf, St. Michel, des Arts, du Carrousel, Pont Royal, de la Concorde, des Invalides…).  É apreciar cada detalhe em ouro da Pont Alexandre.

E depois de atravessá-la, ver dos detalhes do Grand e do Petit Palais, antes de seguir para Place de la Concorde.

Conhecer Paris é ir ao museu Rodin e encarar o Pensador e ver a delicadeza das mãos esculpidas pelo artista.

É ir ao D’Orsay e ver que o grande relógio da antiga estação ainda marca as chegadas e partidas, mesmo que imaginárias.

É ver o Obelisco e imaginar como foi parar ali. É pensar no gênio que foi André Le Notre ao criar jardins tão lindos, há tanto tempo.

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Conhecer Paris é ir ao cemitério. É passar uma tarde no Père Lachaise, outra no cemitério de Montmartre.

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É ver o túmulo dos famosos: Oscar Wilde, Jim Morrison, Larousse (o da enciclopédia!), Edith Piaf, Balzac, Molière, La Fontaine, Rossini, Chopin, Heloisa e Abelardo, Sartre e Simone de Beauvoir. E quase desistir, antes de encontrar o da Maria Calas

Conhecer Paris é ver as galerias de arte, no meio da rua.

Conhecer Paris é respirar história. É conhecer igrejas – Notre Damme, Saint Suplice, Saint Germain de Près, Sainte Clotilde.

É imaginar como eram as missas em 1200.

Conhecer Paris é ir às compras. Em lojas de museu, nos pequenos comércios perto dos pontos turísticos. E não esquecer de passear pelas Grandes Galeries (Printemps e Lafayette).

É ir ao terraço da Lafayette e ver a L’Ópera pelos fundos e a cidade de cima. É entrar na Sephora e comprar perfumes.

Conhecer Paris é ir a livrarias. Todas que encontrar. Pequenas, grandes, sebos. É ver o Moulin Rouge, a Tour Eiffel. Passear nos Jardins de Luxemburg e ver que a arte está em todos os lugares.

Conhecer Paris é ver a tumba do Napoleão, visitar o Musée D’Armée e ver quão magnífico é o domo da Église du Dôme. É – mais uma vez – passar pela loja do museu e comprar uma medalha do Napoleão.

Conhecer Paris é subir à Sacre Coeur (pela escada!)…

…e descer de trenzinho.

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É apreciar o colorido das floriculturas e dos jardins da cidade. É imaginar quantas cores ainda cabem na palheta de quem os criou.

Conhecer Paris é ver a Torre Eiffel de vários pontos da cidade.

É apreciar sua beleza arquitetônica também à noite.

Conhecer Paris é ouvir jazz na rua.

É ver um dos primeiros cabarés da cidade.

Por tudo isso, e muito mais…

…conhecer Paris é um estado de espírito!

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