Euzinha, Mil coisas...

Hoje, lembrei de Pessoa

Fernando. Pessoa. Talvez devesse lembrar com mais frequência . Antes tarde do que nunca, já diz o ditado.

No mundo rápido, por vezes etéreo – e até líquido -, fazemos coisas por fazer e aceitamos outras pelo simples fato de que isso torna a vida mais simples. E nem sempre somos nós ali, refletidos. Cada vez que fingimos um sorriso, escolhemos uma palavra diferente daquela que realmente queríamos dizer, pensamos e não fazemos, fazemos e não acreditamos,… cada vez, diminuímos um pouco. Qual uma uva passa, secamos.

Aí entra Pessoa, que aqui não é o Fernando, mas Ricardo Reis – uma de suas tantas pessoas…

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). – 148. 1ª publ. in Presença , nº 37. Coimbra: Fev. 1933.

E eu… nada mais tenho a escrever!

=)

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Euzinha, Mil coisas...

Não é a imprensa. São as pessoas!

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Acabo de ver a seguinte imagem, parte de uma campanha da União Nacional dos Estudantes (UNE).

*  *  *

Sou jornalista. Fui imprensa por muito tempo e admito que não existe imprensa isenta. O ato de comunicar, por si só, não é isento de opinião.

Os jornalistas, escritores, colunistas,…  imprimem em seus textos e discursos crenças e ideologias, seus pontos de vista. Isso não é errado. Isso é, sim, natural. Afinal, sua existência como ser humano é baseada nas suas crenças e não há motivos para privar os comunicadores disso.

Como não existe uma opinião neutra, não existe imprensa isenta de opinião. Por trás de cada veículo, há seres humanos, pensantes, que têm cabeças tão diversas quanto o número de estrelas do universo. E não é por suas estrelas que o céu é tão belo?

*  *  *

Quando leio a frase da UNE – A imprensa fará você odiar… e amar – sinto um misto de horror, desilusão e descrença.

Não! A imprensa não tem o poder de fazer alguém amar ou odiar. São pessoas. Pessoas são responsáveis por suscitar sentimentos. Pessoas sentem.

À imprensa, dar-se lhe um poder que ela não tem, uma responsabilidade que não lhe cabe.

Porque, na verdade, quem incita amor ou ódio são pessoas. Pessoas como esta, que usou as técnicas de comunicação e persuasão para fazer a peça publicitária. Para vender uma ideia sobre a imprensa. Para destacar, não por acaso, em vermelho, as palavras: odiar e os opressores.

A desilusão e a descrença crescem à medida que percebo o quanto a UNE – e tantas outras instituições – acreditam que a liberdade de expressão só é válida se essa expressão é igual a deles.

O problema, no fundo, não é da imprensa. É sim da incapacidade de conviver com opiniões e posições contrárias. E de atribuir ao diferente o ódio.

*  *  *

À UNE, que também é feita de pessoas com opiniões, crenças e ideologias – e com responsabilidades tão ou maiores que a da imprensa -, caberia mais atenção com o emprego das palavras ódio e amor. Caberia aceitar que a imprensa é canal. E que existem vários canais disponíveis, com várias pessoas, com várias ideias – inclusive, há, dentro do pacote ‘imprensa’, aquela que concorda com suas opiniões. Caberia, por fim, entender, que ter uma imprensa livre é o primeiro sinal de democracia e liberdade de expressão. E que, lá no fundo, é isso que queremos: liberdade de expressão.

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Euzinha

Aí, só o vazio…

A pior coisa é quando você se propõe a criar uma rotina para escrever, passa o dia pensando em mil assuntos para falar, senta na frente do computador e então…
– a mente fica vazia –
Todos os assuntos somem e, entre uma orelha e outra, surge um vácuo.
Para onde vão todas as ideias nessa hora? Onde está aquele turbilhão de palavras que ficam dançando na mente, quando a gente não tem um teclado por perto?
Aí, só o vazio…
vazio
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deadline
Nada como um dia agitado para lembrar de como é a vida com deadline.
Euzinha

Deadline

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E se o mundo terminasse hoje? Qual teria sido sua maior conquista?
Para pensar…
reflexiva
Euzinha

Reflexiva modo ON

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Euzinha

A epidemia do …ista

Assim, as pessoas estão surtadas com essas questões de preconceito. Tudo agora ofende, tudo é racista, sexista, ou qualquer outro …ista.
Na última aula de inglês, discutindo metáforas, significados ocultos, essas coisas, uma colega surtou porque se associou a imagem da mulher à cozinha. E na mídia corre a notícia de que um funcionário entrou na Justiça por danos morais porque no mural da empresa colocaram uma brincadeira: quem trabalhasse naquele setor da economia, não pode ter vida própria (veja aqui: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2014/11/1543031-oi-e-condenada-por-afixar-mandamentos-da-telefonia-como-nao-teras-feriado.shtml). Até acusar a Gina Indelicada (um perfil de Facebook, pelamordedeus! – https://www.facebook.com/GinaIndelicada) de ser racista porque falou do cabelo ensebado.
Na minha singela opinião, as pessoas emburreceram e, como não conseguem mais identificar o que é uma ironia, uma brincadeira, coloca tudo na conta do preconceito, racismo… blá blá blá… Quando não se consegue identificar o real sentido da fala do outro, da frase, da proposição, entra-se no modo defensiva e a prática mais comum tem sido apontar o dedo e gritar: PRECONCEITO!
O preconceito começa na cabeça dessas pessoas. São elas que alimentam esse sentimento, não deixando a vida fluir. Sim, elas procuram pelo em ovo! Pronto, falei!
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E é assim que se estimula as diferenças, sendo diferente.

Emojis terão tons de ‘pele’ diferente do amarelo para ampliar diversidade http://glo.bo/1okYeIW  #G1

ista
=)
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