Tema 17/50: Professor online precisa ter sido aluno online

Não dá pra ser sem ter sido.

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 17 é: Empatia, é uma das habilidades que faz com que nos relacionamos melhor. Além do desenvolvimento da empatia, já ter sido aluno online torna um professor online melhor? Deveria ser pré-requisito para a função?


Ao abrir o tópico falando de empatia, penso que a questão já está respondia. Todo o professor já foi um aluno nas modalidade mais tradicionais. Talvez por isso ele tenha se tornado um professor. É bem provável que um atual professor tenha tido experiências positivas num contexto de sala de aula e quis repetir isso para outras pessoas.

Então, fica o aviso: não dá pra ser professor online sem ter sido aluno online. Não dá para ser um bom professor online sem se identificar com a posição de aluno. Porque, sem isso, sem ter tido esta experiência, não haverá uma necessidade de replicar e querer fazer com que outras pessoas também tenham essa vontade de aprender dessa forma.

Arrisco dizer que todas as experiências dos bons professores, mesmo daqueles que às vezes dizemos que nasceram para ensinar, vieram da sua prática, do dia a dia. Há história recorrentes de pessoas que ensinavam os irmãos, mas sempre diziam que repetiam o que viam na escola, que tinham um professor ou um personagem educador em suas vidas.

Segue-se o mesmo no online. É preciso prática como aluno. É preciso entender os problemas, as facilidades. É preciso se perceber na situação, não pela empatia, pura e simplesmente, mas para poder avaliar e experimentar situações e perceber o que pode ser melhor.

Eu, sempre que estou em fase de concepção de um curso, me matriculo em vários, de temas diversos, nas múltiplas plataformas que estão disponíveis. Experimento cursos em vídeo, com textos longos, curtos, “gamificados”, expositivos. As experiências positivas, como tais, quero replicar, mostrar a outros alunos o quão “super-demais” foi aprender daquela forma. As negativas, em como melhorar ou em já descartar porque daquela forma, bom, daquela forma não deu.

O entusiasmo de ensinar parte da paixão que se tem em aprender. Para mim, é assim. Se eu não aprendesse pelo EaD, eu não criaria essa “paixão” e não estaria aqui tratando desse assunto com vocês!


E aí, quantos cursos online você já fez em 2019?

=)

Tema 16/50: Como garantir que o aluno atrás da tela é ele mesmo?

Senha e fé no ser humano. Só isso garante a identidade do aluno na educação online

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 16 é: Como garantir que o aluno virtual seja o real? Ninguém garante, com absoluta certeza, que é o aluno matriculado quem realmente participa das atividades online dos cursos. Quais métodos poderiam ser utilizados para garantir que o aluno virtual é de fato o real? Tem algum case interessante para compartilhar?


A garantia de veracidade de identidade e da autoria nas intervenções se dá pelo contrato – inclusive moral! – entre aluno e instituição. E toda e qualquer quebra de contrato deve ser severamente punida.

Em relação a parte técnica, os ambientes protegidos por senha, avaliações somativas que são filmadas (com anuência do aluno) são mecanismos que podem colaborar com a segurança.

No mais, gosto de acreditar no ser humano, mesmo que, às vezes, ele me desiluda.

=/


post scriptum

Se observarmos a sala de aula presencial hoje, nem mesmo nela temos a garantia do aluno ali, presente. O corpo pode estar, mas a mente, muitas vezes, não.

Tema 15/50: Presencial X Online: o que é fundamental num e noutro

Se online, adapte. Se presencial, aproveite o melhor dos dois mundos

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 15 é: Considerando que a educação a distância e a presencial são complementares, quais as atividades presenciais são totalmente prescindíveis em cursos a distância? E por outro lado, o que os encontros presenciais podem trazer em termos de aprendizagem que nenhuma relação virtual traz?


Nada substitui o olho no olho. Isso é fato. O contato pessoal entre educador e educando promove ligações mais intensas e cria uma cumplicidade que, em alguns meios online não é possível. Mesmo assim, não acredito que haja ações insubstituíveis numa ou noutra forma. Mas sim, que há ações que precisam ser modificada para atingir os mesmos fins.

Por isso, quando se concebe um curso online, é necessário realizar substituições que garantam os mesmos fins pedagógicos por meios diferentes. No caso dos cursos híbridos, é preciso aproveitar o melhor dos dois mundos.

Tema 14/50: Virtual X Presencial: distintos ou complementares?

Ah! Não… De novo, não

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 14 é: Virtual e presencial: distintos ou complementares? Estamos passando por uma crescente oferta de cursos híbridos, a legislação do Ensino Superior já aprova cursos presenciais com 40% EAD, cursos EAD com 30% presencial… e muitos professores presencial são também professores on-line. Por experiência, há como definir se são trabalhos distintos ou complementares? E se uma opção tivesse que ser feita, qual das duas atividades você optaria? Por qual motivo?


Esse tema tem respostas rápidas e diretas.

Online e presencial são mais que se complementam, eles são simbióticos.

Não! Não há como escolher entre um ou outro. Eles coexistem e, só assim, promovem o aprimoramento da experiência de aprendizagem.

Mesmo com respostas rápidas, eu não poderia deixar de levantar novamente a questão do “virtual” como aquilo que não é real. Abandonemos espaços virtuais, ambientes virtuais, professores virtuais e sejamos REAIS.

Lembre-se: podemos ser reais mesmo via web! Podemos nos tornar reais em chats, vídeos, textos, fóruns… É essa nossa atitude real, online ou não, que nos transformará em educadores criadores de experiências de aprendizagem positivas! =)


post scriptum:

A resposta ficou menor que a introdução do tema. Mas é difícil ficar discutindo sobre o que veio primeiro: se o ovo ou a galinha =/

Tema 13/50: Perguntas de um milhão de dólares: como remunerar em EaD, qual a carga horária, quando alunos por professor?

It depends…

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 13 é: Como remunerar um professor na EAD? O número de horas que um professor dedica ao planejamento da sua disciplina e ao acompanhamento de seus alunos na EAD é, muitas vezes, difícil de mensurar. Isso ocorre, em geral, pela flexibilização de tempo e espaço no modo de trabalho do “mundo” virtual e a redefinição das suas atribuições. Nesse sentido, como calcular a remuneração de um professor na EAD, considerando o professor responsável pela condução da disciplina (não professor autor e a tutoria)? A quantidade de horas designadas para o professor presencial e para o professor na EAD deveria ser diferenciada? Qual a proporção aluno x professor na EAD?


Acho esse tema bem difícil ter uma diretriz única nesse tema. Cada instituição tem uma forma de condução de disciplina a distância, um limite de alunos, um número determinado de interações.

A remuneração por tempo dedicado sempre parece ser a mais justa. O problema sempre vai ser quantificar essas horas. Nesse sentido, primeiro defendo uma remuneração equânime dos professores (presencial e EaD) quanto a hora/aula. Mantendo a minha coerência entre a paridade dos cursos nos dois formatos, a remuneração de hora/aula me parece justa dessa forma – mesmo número de créditos, mesma quantidades de hora/aula, mesma remuneração.

Porém, para EaD, eu proponho um “fator moderador”: o número de alunos. Este fator moderador é necessário pelo trabalho agregado do professor na correção de atividades e atendimento aos alunos. Essas tarefas aumentam de forma significativa o trabalho do professor. O fato de também não existir consenso entre o número de alunos por professor, na modalidade a distância, dificulta uma indicação concreta sobre como, de fato, esse cálculo moderador pode ser feito.

Sobre o fato de existir uma proporção ideal aluno X professor é também uma discussão que depende de cada caso Há disciplinas onde essa proporção pode ser maior, outras, menores. A distância, algumas podem ter um maior número de tutores outras não. Por isso, não defendo fórmulas com números exatos, mas sim uma avaliação curso a curso, instituição a instituição, caso a caso.

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Tema 12/50: O que o professor on-line precisa saber

Primeiro, não existe professor on-line. Existe sim um contexto digital que nenhum professor pode ignorar.

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 12 é: Nas últimas décadas, a maioria dos professores em suas instituições ou até por conta própria, tem realizado capacitações voltadas para o desenvolvimento e o entendimento do trabalho na EAD, desde uma capacitação mais técnica, que diz respeito ao funcionamento de ferramentas tecnológicas disponíveis, até propostas de capacitação voltadas para a reflexão sobre metodologias e o papel do professor na educação on-line. Nesse sentido, vocês acreditam que o professor virtual tem que ter uma (ou mais) capacitação(ões) específica(s)? Se vocês concordam justifiquem e citem aquela(s) que vocês acreditam serem essenciais para auxiliar no entendimento, na reflexão e na qualificação desses profissionais nos dias de hoje.


O aprendizado não tem um ponto final. Defendemos isso como educadores e, assim, temos que agir conforme o que defendemos. Buscar novas formas de sermos melhores nas nossas atividades coloca em prática nossas crenças, certo?

Dito isso, entendo que o “professor on-line” é, na verdade, o professor 2.0, o professor millenial. É aquele que, por meio de capacitação e entendimento do contexto digital atual, está “por dentro” dos meios e formas inovadoras de ensinar e aprender. E “por dentro” é dentro mesmo, atuando e participando.

Para ser esse novo professor, um professor digital – veja, não o chamo professor on-line, mas só de professor – estar familiarizado com o mundo web é fundamental. Outra habilidade que contribui é o entendimento das redes sociais e como as pessoas usam e interagem com elas. Essa é a realidade/contexto dos novos alunos. É o lugar de expressão e, muitas vezes, de mobilização dos conhecimentos adquiridos. O processo empático de ser e estar nesses ambientes vai facilitar a aplicação de ferramentas online na aprendizagem.

Outra capacidade de extrema importância para esse novo professor é o entendimento que hoje, seu papel não é mais de protagonista do ambiente de aprendizagem – seja ele online ou presencial. Ele é um orientador e mediador entre o aluno e a informação, para torná-la conhecimento. Sem essa nova visão de si mesmo e a familiaridade com o mundo digital, o novo professor não o será de fato, seja qual for o ambiente.

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Tema 11/50: Educação pelo Trabalho: um futuro que já é presente

Não dá para dissociar Educação e Trabalho. Nada mais justo do que fazer educação PELO trabalho.

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. O tema 11 é: Será que o futuro da EaD passar por um formato que seja possível acompanhar os alunos e nutri-los nesse estímulo de aprendizado por toda a vida, onde quer que estejam e caso ingressem no ensino superior, esses cursos/programas EaD com certificações e sua experiência profissional poderão ser convidados, como créditos? Será possível começarmos a pensar em certificações para educação pelo trabalho (WBL)?

Falar em acompanhar os alunos nesse nosso mundo conectado nem é preciso. Com uma simples pesquisa no Google é possível fazer esse acompanhamento, principalmente profissional. Os bancos de dados e os meios de comunicação, juntos, são as ferramentas necessárias para continuar o estímulo de aprendizado dos egressos.

Contudo, esse não é um trabalho simples e exige planejamento e um esforço de inteligência (humana e artificial) para conhecer o egresso e entender como ele quer se manter motivado ao aprendizado. Lembrando sempre que, apesar do desejo por parte da instituição de ensino, a motivação de fato é do egresso. Se não o conhecermos bem nenhuma ação nesse sentido terá efeito concreto.

Ainda não é realidade no Brasil, mas no exterior, alguns MOOCs são aceitos sim como crédito nas universidades. Ou seja, sim, isso é possível. Basta que os MOOCs tenham a qualidade necessária para tal. Com isso, a formação pelo trabalho acaba tendo uma ferramenta de avaliação.

Os alunos de MOOC são, na sua maioria, profissionais em busca de conhecimentos específicos na sua área. Ou seja, ao participar dessa oportunidade educacional, além do aprendizado específico, há a certificação de seu conhecimento prévio adquirido no trabalho. O que é uma forma de certificação possível.

Da mesma forma, no SUS (Sistema Único de Saúde) por exemplo, têm-se o conceito de educação permanente em saúde, certificados por meio de microcursos e onde há a existência de mestrados e doutorados profissionais, voltados para a educação pelo trabalho.

Mesmo existindo iniciativas, admito que são embrionárias e ainda há muito caminho antes de termos uma efetiva educação pelo trabalho em nosso país. E a EaD vai contribuir de forma ativa nesse sentido.

Um dos receios das pessoas, nas discussões diz respeito a validação do conhecimento pelo trabalho. Como certificar algo que parece subjetivo? Quem vai fazer? Com evitar que burlem o sistema?

A subjetividade de avaliação também permeia nossa educação dita formal. A maneira como uma universidade avalia o conhecimento do aluno é diferente de outra. Um professor é diferente de outro. A própria avaliação de entrada também é diferente – compare o ENEM às provas da FUVEST.

Vai ser preciso sim criar uma régua de avaliação, unificar conceitos talvez. E quando se fala em educação pelo trabalho, é mais fácil, porque o próprio fazer confirma o conhecimento. Uma certificação com critérios menos exigentes pode conceder um diploma e até pode até fazer você entrar no mercado. Mas para se manter lá, vai ser preciso mostrar que sabe fazer. Na real, essa vai ser a validação.

Mas esse é um mundo novo. Como é tudo novo, vai ser preciso experimentar algumas coisas. Sem medo de ser feliz!

=)

Para ir mais longe:

Em Londres, existe o Assessment Prior Learning (APL), onde o conhecimento do indivíduo é validado pelas certificações que ele já tem e também pela sua experiência e atuação profissional.

No artigo Work-based learning: a nova geração do E-learning?, de Carmem Maia, você pode saber um pouco mais sobre o conceito de Educação pelo Trabalho.

Tema 10/50: Quando a geografia já não é mais problema, é preciso escolher a ferramenta

Quem escolhe o meio é o aluno, não o professor. Viva com isso!

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. O tema 10 é: Rompendo distâncias. O crescente desenvolvimento de soluções e recursos tecnológicos tornou possível a “proximidade” entre pessoas que estão geograficamente separadas. Em um curso a distância, quais as estratégias para desenvolver/manter essa proximidade e quais os recursos (TICs) devem ser utilizados para que os alunos se sintam mais próximos dos tutores, professores e dos colegas, desenvolvendo a afetividade e colaborando para um melhor aproveitamento e engajamento?

O ciberespaço de Pierre Lévy nos permite eliminar o fator geográfico e estarmos juntos – de forma sincrônica ou assíncrona. Ao trazer isso para o ambiente de aprendizagem online, é fundamental explorar essa característica em todas as suas dimensões, dentro de um planejamento pedagógico coerente, claro!

Neste momento, temos o boom do WhatsApp como primeira forma de comunicação em nosso país. Noutros contextos, Messenger e Comunidades (Facebook), Hangout (Google), juntando-se a esses “comunicadores” globais as próprias ferramentas dos ambientes de aprendizagem, como serviço de mensageria, fóruns e comunidades (normalmente, atreladas ao uso do email como primeira ponto de contato).

Na minha experiência, a mensageria do ambiente pode ser sempre a forma oficial de comunicação (imaginem isso como o nosso antigo memorando). Mas o conectivismo orgânico dos alunos vai sempre mostrar a mídia de comunicação na qual eles estão engajados e que vai promover o melhor aproveitamento. Já tive experiência de numa oferta a turma preferir a comunidade do Facebook e na outra usar o WhatsApp.

Nesse sentido, cabe ao tutor primeiro conhecer as ferramentas e suas potencialidades, depois, conhecer os alunos e ver qual se encaixa melhor no perfil da turma. Tudo isso, com a mente aberta, inclusive, para uma outra forma comunicação que ele ainda não conheça.

Fato é que praticar o conectivismo não é tarefa fácil e pressupõe, da parte do educador conhecimento das potencialidades e domínio de uso das TICs, aliado a uma curiosidade constante sobre novas formas de comunicação que possam colaborar para o processo de aprendizagem coletiva.

Tema 9/50: Teorias de aprendizagem: qual caminho seguir?

Desenhar experiências de aprendizagem é escolher o melhor de todos os mundos.

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. A apresentação do tema 9 é: No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o psicólogo norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) apresentou um invento, chamado de “máquinas de aprendizagem”, que nada mais eram do que a organização do material didático de maneira que o aluno pudesse estudar sozinho, recebendo estímulos positivos à medida que avançava no conhecimento. A idéia da máquina não era substituir a figura do professor, mas deixá-lo livre para a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar. Nesse sentido, podemos entender que com sua “máquina para fazer o aluno estudar” Skinner teria sido um dos precursores ou, no mínimo, um visionário da EaD? Na sua opinião quais das teorias de aprendizagem (behaviorista, cognitivista, sociocultural, humanista, inteligências múltiplas…) são mais praticadas na EAD atualmente?


Na EaD, como na vida, devemos aproveitar o melhor dos dois mundos (três, quatro, cinco…). Skinner nos trouxe a máquina como suporte à aprendizagem. Hoje, a interação humano-computador é nossa ferramenta de trabalho. Sem ela, o EaD nos moldes atuais não seria possível.

Afora as teorias clássicas (e cada uma tem sua aplicação positiva e válida), compartilho a visão de Dewey (2010), que afirma existir uma conexão orgânica entre educação e experiência pessoal e apresenta seu conceito de continuum experiencial. Nessa lógica, para Dewey, as experiências educativas desvairam ao que ele chama de mundo em expansão, isto é, elas despertariam o desejo de aplicar em futuras experiências o que foi aprendido em experiências prévias.

Com isso, trago um pouco do que a equipe de produção de cursos na qual trabalho tem se aprofundado em estudar: a ligação dos conceitos de experiência do usuário em ambientes online de educação e o aproveitamento dos conteúdos ali expostos.

Entendemos que o desenho de ambientes de aprendizagem online baseados na otimização do relacionamento humano-computador – e com foco no aluno! – é um fator de sucesso de uma ação educativa. A atenção ao aluno, que vai viver a experiência de aprender naquele ambiente amplia a possibilidade de seu envolvimento e sucesso.

Assim, ter foco nas teorias, pura e simplesmente, não nos atendem como desenhistas de experiências de aprendizagem. A nós, cabe a escolha do conjunto de melhores opções que atendam ao aluno, no determinado contexto em que ele se encontra, naquela situação de aprendizagem específica.

=)

Tema 8/50: E os ambientes de aprendizagem online? O que eles têm a ver com isso?

Primeiro, ambiente não é virtual. E as ferramentas? Elas estão aí. Só tem que saber usar

Desde o dia 21 de janeiro, participo de uma iniciativa A Educação a Distância no Contexto Atual: 50 temas e 50 dias online. A ideias é ter 50 dias de debate online, as contribuições serão compiladas e selecionadas e-book. Essa iniciativa é um projeto do Grupo A, a ABED e o Guia EAD Brasil. Vou compartilhar minhas impressões sobre os temas, por aqui. Ótimos 50 dias para nós. O tema 8 é: As plataformas educacionais ou ambientes virtuais tem sido desenvolvidos com o intuito de aprimorar a qualidade , a experiência dos usuários e as possibilidades para oferta da EaD, considerando as ferramentas de comunicação, colaboração, produção e gestão de conteúdos, avaliação, engajamento, etc. Os recursos disponíveis na maioria das plataformas hoje são satisfatórias e auxiliam os tutores, professores e/ou alunos dando autonomia para suas atividades? O que ainda falta?


Eu trabalho exclusivamente com educação online e os ambientes virtuais de aprendizagem me desafiam todos os dias. Primeiro pelo próprio nome virtual. Em sua definição, virtual é aquilo que só existe potencialmente, sem efeito real. Ao superar essa barreira de nomenclatura, percebo que os ambientes de aprendizagem online (é assim que os chamo!) disponíveis hoje nos apresentam sim as ferramentas necessárias. Faz-se quase tudo nesses ambientes.

O fato é que não existe ambiente completo. Por vezes, há um recurso que existe num e não no outro (ou no outro funciona melhor). Daí outro desafio do profissional produtor de recursos educacionais: avaliar os ambientes disponíveis e escolher o que mais se adapta as suas necessidades.

Apesar de oferecer ferramentas, nem sempre esses ambientes oferecem autonomia para o educador. Eles precisam de equipes técnicas de TI para implementação, ajustes e manutenções. As soluções pagas oferecem os atendimentos ao cliente enquanto os open sources necessitam de equipes locais. O exemplo mais comum é o Moodle que, apesar de mais utilizado, ainda precisa de especialistas que orientes e mantenham o uso. Na minha equipe, por exemplo, esses profissionais são imprescindíveis.

O que falta é primeiro a familiaridade do educador e do professor com as ferramentas e suas potencialidades. Sem isso, eles não conseguirão fazer uso desse novo mundo digital de forma ampla. Por outros lado, a própria mudança de paradigma onde o professor não só ouve o aluno, mas também permite um fluxo de feedbacks constantes – porque as ferramentas digitais permitem isso. E, talvez um grande passo para educação, fazer com que os educadores/professores aprendam sobre TI, programação e desenvolvimento de sistema. Esses conhecimentos, mesmo que superficiais, ajudam na otimização e no trabalho em equipe, junto com TI, para idealização de novas ferramentas.