Euzinha

Diploma de jornalista e salário de estagiário? A culpa não é da empresa!

diplo_jor
Sou jornalista. Formada há mais de 15 anos. E sempre foi assim: um mercado saturado, onde empresas querem muito e pagam pouco.
Fico acompanhando discussões intermináveis sobre o abuso do anúncio de vagas com listas extensas de pré-requisitos e um salário de estágio. Indignados, jornalistas são um sem fim de reclamações.Opa! Peraí! Como assim?!Primeiro, isso se chama mercado de trabalho – e mercado segue a regra básica de oferta-procura. Mais oferta de jornalistas, menores salários são possíveis. Possíveis, não aceitáveis. E se há tantas vagas com esse salário, alguém parou para pensar que EXISTE SIM jornalista que aceita essa condição?

Além disso, a proliferação dos cursos de jornalismo criou um contingente de profissionais desqualificados. Para muitos deles,  pelo que fazem e pela sua capacidade, esse salário até é de mais (sim, eu acho isso! # prontofalei).

Fato posto, passou da hora de (nós, jornalistas) pararmos de reclamar das empresas. São culpados, na verdade, os profissionais mal preparados que entram no mercado e não buscam mais qualificação porque lhes basta o registro profissional e a carteira da FENAJ; as pseudo faculdades, que formam jornalistas medíocres, que não conhecem o mandamento mais importante sobre o uso da vírgula (“jamais separarás o sujeito do predicado”); e, acima de tudo, os jornalistas que aceitam receber abaixo do piso  da categoria, e permanecem nessa situação, apenas reclamando no final do mês.

Se você se reconheceu nesse papel, está na hora de se mexer. Se você se reconheceu como um acusador eterno das empresas, comece a apontar o dedo para o lado certo. Se você concorda comigo, ufa!, é bom não estar só!

=)

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Euzinha

Questão de opinião, coragem (e um pouco de vergonha na cara)

Luciana Genro tirou o corpo fora, meio na tangente… Mas, ao mesmo tempo, apoiou claramente Dilma.
Uma postura bastante estranha de uma (ex)candidata tida como de opinião forte e decidida. Na hora da decisão afirma: “Eu não irei declarar o meu voto. O PSOL não apoia nenhuma candidatura“. Ao mesmo tempo, afirmou enfática “O PSOL, (…), em hipótese alguma darão algum voto ou qualquer tipo de apoio ao Aécio Neves. Nós não temos absoutamente nada em comum com Aécio Neves que representa esse retrocesso. Nós entendemos que é necessário, portanto, que o PSOL, a partir de se posicionar claramente contrário ao Aécio, mantenha a neutralidade, no sentido de liberar seus militantes, seus filiados, tanto para o voto nulo, voto branco, como para o voto em Dilma. Isso será uma decisão de cada um”.
É tudo uma questão de lógica. Tem dois candidatos; eu repudio um, logo, eu apoio o outro.
Enfim, faltou a Luciana Genro a coragem de Eduardo Jorge e Pastor Everaldo em escolher um lado, uma posição e se responsabilizar por ela.
questao-coragem
Mesmo discordando em (vários) pontos com a campanha de Aécio, os dois assumiram uma posição, justificaram sua escolha.

O Brasil não vai mudar nos próximos 4 anos, ganhe quem ganhar – #fato. Contudo, Eduardo Jorge e Everaldo deram uma lição de coragem e cidadania em apoiar a oposição mesmo quando todos os ventos indicavam o contrário. Luciana Genro se escondeu atrás da revolta dos votos brancos e nulos para não, declaradamente, apoiar um concorrente. E Marina, bom, ainda está decidindo decidir a quem apoiar. E, independente da sua escolha, ela pode sempre mudar de ideia, né?
=)

E agora, … agora é esperar…

Bom segundo turno para você também!
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Euzinha

“Não vou falar mal da sua escolha que eu acho uma m…, mas não vou dizer que é imbecil… ”

Engraçadas essas linhas do tempo do Facebook onde se fala que respeita um ou outro ponto de vista partidário (ah! Estamos sim falando de eleições). E ainda completa que que não vai trucidar matar julgar o coleguinha, amigo de Face e afins, por não ter a mesma opinião que a sua. Até aí, tudo bem. Se a autodeclaração acabasse aqui. Ponto. Parágrafo.

Então, tem o segundo parágrafo…

E começa a ladainha Com um texto que se segue por infinitas linhas falando não sobre a escolha alheia mas como a sua opção é maravilhosa e a outra uma m…  piiiiiiii

… uma meleca sem fim. Há argumentações, fatos, factoides… um saco sem fundo de explicações de porque é inteligente, sensato e sábio que pensa como você e os outros, bom, piiiii para os outros.

Agora, alguém me atualiza se eu estiver errada: quando você diz que não vai discutir nem julgar ninguém pelas suas escolhas, avaliar como uma m…  como uma insanidade   como coisa de maluco  como uma ideia imbecil negativamente a qualidade dessa escolha me parece a mesma coisa.

Ok Ok… você escolhe o que/quem quiser, fala o que quiser, posta o que quiser no seu Face e lê quem quer, bloqueia quem tem juízo quer.  Mas um tiquinho assim de coerência nunca fez mal a ninguém, fez?

=)

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Euzinha, Notícias

Nem sempre é tudo igual

Hoje, nas capas dos jornais, enquanto Valor, Globo e Estadão falavam de todos os candidatos, mas o destaque era Marina, a Folha de S. Paulo foi na contramão e só falou de Dilma e a estratégia de seu criador (leia-se Lula) na propaganda eleitoral da TV. Pela primeira vez, na última semana, a Folha não segue os mesmos assuntos que os outros jornais, no que se refere às #eleições2014 .
Será que o assunto começa a morrer?
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Euzinha, Notícias

Eleições 2014: a tragédia da virada

– Sem sentimentalismos! É necessário, sim, enterrarmos os mortos (no sentido figurativo e literal) e nos voltarmos para o que interessa: destino do país. Ponto, parágrafo –

tragediaO monitoramento da citação aos presidenciáveis nas dos jornais mostra claramente a mexida que as eleições vão sofrer. Se a contagem dos últimos 15 dias mostrava que o nome de Dilma era quase 50% mais frequente, inclusive em relação a imagens, hoje, Marina Silva já larga na frente. Contrariando as expectativas, na capa do Valor Econômico, Marina foi citada mais vezes que o próprio falecido, Eduardo Campos.
Hoje é só o day after. Será que essa situação se mantém. Será que Marina será mesmo candidata, será que teremos duas mulheres no segundo turno.
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A contagem das citações ao presidenciáveis, agora com Marina Silva, você pode acompanhar pelo Infogram, aqui.
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Euzinha

Sudeste e Nordeste concentram mais de 50% dos idosos do país

Juntos, Sudeste e Nordeste concentram 73% da população com mais de 60 anos
Numa pesquisa pelo SIDRA – sistema online do IBGE, que permite consultar dados do Censo -, vê-se que o Sudeste ter 46% dos idosos do país e o Nordeste vem atrás com 27%.
Isso representa quase 15 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010.
Já Centro-Oeste e Norte têm a menor concentração de idosos do país – 6% e 5% respectivamente.
É em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro onde está a maior parte desse grupo. Juntos, têm 44% da população na “melhor idade”. Acre, Amapá e Roraima, ao contrário, somam 1%.
100 anos ou mais
24 mil pessoas têm 100 anos ou mais no Brasil.
15% delas, estão na Bahia
13% em São Paulo
11% em Minas Gerais.
Fonte: IBGE – Censo 2010
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Euzinha

Quem não sabe brincar, não desce pro play

(publicada em 27 de agosto de 2013, mas acho que ainda é atual e vale para a Copa!)
Medicina-InternaEntão é assim:
Eu não concordo com a política de professores temporários para as escolas públicas e eu vou para a porta da escola e não deixo os professores entrar no prédio.
Eu não concordo com o preço da passagem de ônibus e vou para a rua gritar com o cobrador.
Eu não concordo com a política de cotas nas universidades e vou para as salas de aula brigar com os estudantes.
Aí, eu não concordo com a política do governo de trazer médicos de outros países para o Brasil e eu vou para o aeroporto vaiar os médicos.
Gente, não é assim que se brinca. Independente do motivo pelos quais eles tenham vindo para o Brasil, das circunstâncias ou mesmo dos apoios que tiveram, cada um dos que desembarcaram aqui são tão profissionais quanto eu e você – e, penso, muito mais dignos do que aqueles que os estavam vaiando. São pessoas que estudaram e, pelas imagens da imprensa, são bastante experientes (eu não vi ninguém com cara de saído da faculdade).
O povo tem uma tendência a concentrar sua raiva e desgosto para o lado errado. Se culpabiliza a consequência e não a causa – o professor, o cobrador, o médico cubano. O problema dos ‘enjalecados’ brasileiros é entre eles e o governo. Tentar transferir a culpa para um colega – SIM, ELE É UM COLEGA! – é injusto e mesmo cruel.
Afora questões políticas, de mercado, de ideologias, o fato é que, cubanos ou não, estamos finalmente colocando médicos em lugares distantes. Com ou sem recursos, não é o caso. O Haiti não tem recursos, a Etiópia também não e o interior do Brasil, pode ser, muitas vezes, comparável a esses dois países. Mas o Haiti, a Etiópia e todo o Brasil tem o direito a um médico.
Assim, se você não quer ir para onde precisam de você, não condene que vai. Se a estrutura e os recursos estão tão ruins que você não quer assumir o risco, deixe alguém tentar. Se não der certo, para a população, ainda se aplica o ditado popular ‘pior não fica’. E você ainda poderá aplicar a famosa frase ‘eu não disse!’.
Agora, se der certo, o povo agradece. E você,… bom…
=/

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