E o sonho acabou

“No Brasil, estamos puxando as pessoas para fora de sua miséria e colocando-as na classe média. Mas não é a que elas sonhavam. É uma espécie de classe média já precária.” A avaliação é do sociólogo Zygmunt Bauman para a revista “Comunicação Empresarial”, da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial).
Mais influente pensador social contemporâneo, o polonês terá seu livro “Para que Serve a Sociologia?” (ed. Zahar) lançado neste mês no Brasil.

(Folha de S. Paulo, Monica Bergamo, 20/01/2015)

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Mas hein?

Precisa de carinho?

Um ‘aconchegador’ profissional pode ajudar
Cada vez mais pessoas nos EUA estão pagando profissionais para serem acalentadas e dormir de conchinha.
mashein

(Valor Econômico, coluna What’s News – 16/jan/15)

Pais: exemplo e porto seguro – o resto é com a Vida

BBC Brasil – 2/dez/14: Quando a espanhola Noelia Lopez-Cheda passou a participar de um grupo de Whatsapp entre os pais dos colegas de escola de sua filha, ela achou que seria uma ótima ideia.
A propósito:

“Cara Noélia,
se somos péssimas mães eu não sei – e penso que só nossos filhos poderão julgar mais tarde -, mas somos sensatas suficientes para saber que não precisamos desse relacionamento forçado com os pais de seus colegas para que eles possam ser alunos, crianças, adolescentes verdadeiros.O ritmo louco em que nos encontramos faz com que nossos filhos não tenham mais vida própria, não precisem pensar ou fazer escolhas porque nós, a geração autosuficiente, corre na frente e faz tudo por eles. Sim, é uma crítica! Muito provavelmente, uma autocrítica.Crianças precisam aprender, desde cedo, a fazer escolhas e a vivê-las. Se esqueci o meu dever de casa, corro eu mesmo atrás dele (ou sofro as consequências). Se pretendo ir ao cinema com minhas colegas, definitivamente não se faz necessário uma conferência de pais para discutir e decidir o melhor cinema, a melhor lanchonete para o “after movie”. Se eles vão fazer uma apresentação no colégio, um workshop paternal sobre as necessidades do pré e pós produção é absurdo.

O ambiente escolar é a primeira vivência da criança em sociedade. É onde ela começa a criar, construir, manter e alimentar relacionamentos sociais. Hoje, nós pais, estamos fazendo isso por elas. Esquecemos que esse é o seu ambiente e não nosso. No afã, talvez, de participarmos intensamente da vida de nossos filhos, esquecemo-nos que tudo que é intenso sufoca. E ainda corremos sério risco de criar jovens e adultos dependentes, medrosos, sem capacidade de tomar suas próprias decisões e, menos ainda, de assumir as responsabilidades por elas.

Não li seu blog, Noélia, mas qualquer que seja a razão que tenha expressado, ao meu ver, vai ser justa. De minha parte, pretendo que o ambiente escolar seja sim a microsociedade da minha filha. Que lá ela possa exercitar todas as lições de vida que teve e tem no dia-a-dia em casa. Afinal, é para isso que os pais existem: para serem o exemplo e o porto seguro. O mais, eles (os filhos) precisam resolver com a Vida.”

=D

(Leia o post da Noélia aqui: Me niego a ser la agenda de mi hija)

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(By Leeroy – Life of Pix)

A epidemia do …ista

Assim, as pessoas estão surtadas com essas questões de preconceito. Tudo agora ofende, tudo é racista, sexista, ou qualquer outro …ista.
Na última aula de inglês, discutindo metáforas, significados ocultos, essas coisas, uma colega surtou porque se associou a imagem da mulher à cozinha. E na mídia corre a notícia de que um funcionário entrou na Justiça por danos morais porque no mural da empresa colocaram uma brincadeira: quem trabalhasse naquele setor da economia, não pode ter vida própria (veja aqui: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2014/11/1543031-oi-e-condenada-por-afixar-mandamentos-da-telefonia-como-nao-teras-feriado.shtml). Até acusar a Gina Indelicada (um perfil de Facebook, pelamordedeus! – https://www.facebook.com/GinaIndelicada) de ser racista porque falou do cabelo ensebado.
Na minha singela opinião, as pessoas emburreceram e, como não conseguem mais identificar o que é uma ironia, uma brincadeira, coloca tudo na conta do preconceito, racismo… blá blá blá… Quando não se consegue identificar o real sentido da fala do outro, da frase, da proposição, entra-se no modo defensiva e a prática mais comum tem sido apontar o dedo e gritar: PRECONCEITO!
O preconceito começa na cabeça dessas pessoas. São elas que alimentam esse sentimento, não deixando a vida fluir. Sim, elas procuram pelo em ovo! Pronto, falei!
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E é assim que se estimula as diferenças, sendo diferente.

Emojis terão tons de ‘pele’ diferente do amarelo para ampliar diversidade http://glo.bo/1okYeIW  #G1

ista
=)

Diploma de jornalista e salário de estagiário? A culpa não é da empresa!

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Sou jornalista. Formada há mais de 15 anos. E sempre foi assim: um mercado saturado, onde empresas querem muito e pagam pouco.
Fico acompanhando discussões intermináveis sobre o abuso do anúncio de vagas com listas extensas de pré-requisitos e um salário de estágio. Indignados, jornalistas são um sem fim de reclamações.Opa! Peraí! Como assim?!Primeiro, isso se chama mercado de trabalho – e mercado segue a regra básica de oferta-procura. Mais oferta de jornalistas, menores salários são possíveis. Possíveis, não aceitáveis. E se há tantas vagas com esse salário, alguém parou para pensar que EXISTE SIM jornalista que aceita essa condição?

Além disso, a proliferação dos cursos de jornalismo criou um contingente de profissionais desqualificados. Para muitos deles,  pelo que fazem e pela sua capacidade, esse salário até é de mais (sim, eu acho isso! # prontofalei).

Fato posto, passou da hora de (nós, jornalistas) pararmos de reclamar das empresas. São culpados, na verdade, os profissionais mal preparados que entram no mercado e não buscam mais qualificação porque lhes basta o registro profissional e a carteira da FENAJ; as pseudo faculdades, que formam jornalistas medíocres, que não conhecem o mandamento mais importante sobre o uso da vírgula (“jamais separarás o sujeito do predicado”); e, acima de tudo, os jornalistas que aceitam receber abaixo do piso  da categoria, e permanecem nessa situação, apenas reclamando no final do mês.

Se você se reconheceu nesse papel, está na hora de se mexer. Se você se reconheceu como um acusador eterno das empresas, comece a apontar o dedo para o lado certo. Se você concorda comigo, ufa!, é bom não estar só!

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