Euzinha

A epidemia do …ista

Assim, as pessoas estão surtadas com essas questões de preconceito. Tudo agora ofende, tudo é racista, sexista, ou qualquer outro …ista.
Na última aula de inglês, discutindo metáforas, significados ocultos, essas coisas, uma colega surtou porque se associou a imagem da mulher à cozinha. E na mídia corre a notícia de que um funcionário entrou na Justiça por danos morais porque no mural da empresa colocaram uma brincadeira: quem trabalhasse naquele setor da economia, não pode ter vida própria (veja aqui: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2014/11/1543031-oi-e-condenada-por-afixar-mandamentos-da-telefonia-como-nao-teras-feriado.shtml). Até acusar a Gina Indelicada (um perfil de Facebook, pelamordedeus! – https://www.facebook.com/GinaIndelicada) de ser racista porque falou do cabelo ensebado.
Na minha singela opinião, as pessoas emburreceram e, como não conseguem mais identificar o que é uma ironia, uma brincadeira, coloca tudo na conta do preconceito, racismo… blá blá blá… Quando não se consegue identificar o real sentido da fala do outro, da frase, da proposição, entra-se no modo defensiva e a prática mais comum tem sido apontar o dedo e gritar: PRECONCEITO!
O preconceito começa na cabeça dessas pessoas. São elas que alimentam esse sentimento, não deixando a vida fluir. Sim, elas procuram pelo em ovo! Pronto, falei!
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E é assim que se estimula as diferenças, sendo diferente.

Emojis terão tons de ‘pele’ diferente do amarelo para ampliar diversidade http://glo.bo/1okYeIW  #G1

ista
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Euzinha

Diploma de jornalista e salário de estagiário? A culpa não é da empresa!

diplo_jor
Sou jornalista. Formada há mais de 15 anos. E sempre foi assim: um mercado saturado, onde empresas querem muito e pagam pouco.
Fico acompanhando discussões intermináveis sobre o abuso do anúncio de vagas com listas extensas de pré-requisitos e um salário de estágio. Indignados, jornalistas são um sem fim de reclamações.Opa! Peraí! Como assim?!Primeiro, isso se chama mercado de trabalho – e mercado segue a regra básica de oferta-procura. Mais oferta de jornalistas, menores salários são possíveis. Possíveis, não aceitáveis. E se há tantas vagas com esse salário, alguém parou para pensar que EXISTE SIM jornalista que aceita essa condição?

Além disso, a proliferação dos cursos de jornalismo criou um contingente de profissionais desqualificados. Para muitos deles,  pelo que fazem e pela sua capacidade, esse salário até é de mais (sim, eu acho isso! # prontofalei).

Fato posto, passou da hora de (nós, jornalistas) pararmos de reclamar das empresas. São culpados, na verdade, os profissionais mal preparados que entram no mercado e não buscam mais qualificação porque lhes basta o registro profissional e a carteira da FENAJ; as pseudo faculdades, que formam jornalistas medíocres, que não conhecem o mandamento mais importante sobre o uso da vírgula (“jamais separarás o sujeito do predicado”); e, acima de tudo, os jornalistas que aceitam receber abaixo do piso  da categoria, e permanecem nessa situação, apenas reclamando no final do mês.

Se você se reconheceu nesse papel, está na hora de se mexer. Se você se reconheceu como um acusador eterno das empresas, comece a apontar o dedo para o lado certo. Se você concorda comigo, ufa!, é bom não estar só!

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Notícias

Big Data no seu carrinho de compras

Agora, sua compra no site do Pão de Açúcar virou, oficialmente, fonte de dados para estudos de mercado publicitário (Brasil Econômico, 22/10/2014 – Caderno Empresa, p. 14).
bigdata
… e lá vem o papo da privacidade, do direito ao sigilo, blá blá blá …
O negócio é o seguinte: estamos num novo mundo, quer você queira, ou não. Todos somos rastreados desde que acordamos até a hora de dormir (às vezes, durante o sono também! hehe). Esse é o preço das benesses da tecnologia.
Se você gosta do seu GPS, que ajuda a chegar naquele restaurante maravilhoso, mas escondidinho numa travessa minúscula, então o mundo vai saber que você está lá. Se você gosta de conversar com seus amigos e família pelo Skype, o mundo vai saber de onde você liga, a que horas faz isso, fala com que lugares… É assim que funciona.
Isso não é ruim! Alguém vai poder te indicar outro restaurante super nas redondezas. As companhias telefônicas vão te oferecer pacotes de dados compatíveis com seu uso e as lojas, somente aquilo que você realmente – nada de disco de pagode para quem curte ópera. Fornecedores de serviços lembram da troca do óleo, do retorno do médico, do pagamento da conta, até do leite que, pela previsão dos seus dados, deve estar faltando na geladeira (já conferiu?).
Numa escala maior ou menor, você está sendo monitorado. Então, que tal tirar essa cara emburrada e começar a aproveitar o que o Big Data te oferece de melhor?
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Euzinha

Questão de opinião, coragem (e um pouco de vergonha na cara)

Luciana Genro tirou o corpo fora, meio na tangente… Mas, ao mesmo tempo, apoiou claramente Dilma.
Uma postura bastante estranha de uma (ex)candidata tida como de opinião forte e decidida. Na hora da decisão afirma: “Eu não irei declarar o meu voto. O PSOL não apoia nenhuma candidatura“. Ao mesmo tempo, afirmou enfática “O PSOL, (…), em hipótese alguma darão algum voto ou qualquer tipo de apoio ao Aécio Neves. Nós não temos absoutamente nada em comum com Aécio Neves que representa esse retrocesso. Nós entendemos que é necessário, portanto, que o PSOL, a partir de se posicionar claramente contrário ao Aécio, mantenha a neutralidade, no sentido de liberar seus militantes, seus filiados, tanto para o voto nulo, voto branco, como para o voto em Dilma. Isso será uma decisão de cada um”.
É tudo uma questão de lógica. Tem dois candidatos; eu repudio um, logo, eu apoio o outro.
Enfim, faltou a Luciana Genro a coragem de Eduardo Jorge e Pastor Everaldo em escolher um lado, uma posição e se responsabilizar por ela.
questao-coragem
Mesmo discordando em (vários) pontos com a campanha de Aécio, os dois assumiram uma posição, justificaram sua escolha.

O Brasil não vai mudar nos próximos 4 anos, ganhe quem ganhar – #fato. Contudo, Eduardo Jorge e Everaldo deram uma lição de coragem e cidadania em apoiar a oposição mesmo quando todos os ventos indicavam o contrário. Luciana Genro se escondeu atrás da revolta dos votos brancos e nulos para não, declaradamente, apoiar um concorrente. E Marina, bom, ainda está decidindo decidir a quem apoiar. E, independente da sua escolha, ela pode sempre mudar de ideia, né?
=)

E agora, … agora é esperar…

Bom segundo turno para você também!
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