Euzinha, Mil coisas...

Hoje, lembrei de Pessoa

Fernando. Pessoa. Talvez devesse lembrar com mais frequência . Antes tarde do que nunca, já diz o ditado.

No mundo rápido, por vezes etéreo – e até líquido -, fazemos coisas por fazer e aceitamos outras pelo simples fato de que isso torna a vida mais simples. E nem sempre somos nós ali, refletidos. Cada vez que fingimos um sorriso, escolhemos uma palavra diferente daquela que realmente queríamos dizer, pensamos e não fazemos, fazemos e não acreditamos,… cada vez, diminuímos um pouco. Qual uma uva passa, secamos.

Aí entra Pessoa, que aqui não é o Fernando, mas Ricardo Reis – uma de suas tantas pessoas…

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). – 148. 1ª publ. in Presença , nº 37. Coimbra: Fev. 1933.

E eu… nada mais tenho a escrever!

=)

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Eu

Um por semana…

Um por semana…
Escrever é como andar de bicicleta: a gente não esquece. Mas, quando passa muito tempo sem andar de bicicleta, nos primeiros 100 metros a gente fica, assim, meio bamba. Para não ficar “meio bamba”, também resolvi escrever, no mínimo, um texto por semana. Um texto qualquer… apenas escrever.

Sou uma jornalista com 3 blogs. Não escrevo em nenhum. Copio, colo. No máximo, faço um comentário. Estranho. não? Até eu mesma acho.

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A pior parte de escrever sem inspiração é começar. Quando você tem uma idéia, um começo, uma inspiração, o texto flui… anda, as letras aparecem, a combinação de palavras perfeitas surge como que por puro encanto. Quando não tem, o texto sai a r r a s t a d o d e v a g a r… l e n t o!!

Fora isso, a enrolação. O escritor fica procurando assunto, pulando de um tema para outro. Algo meio esquizofrênico.

Aí, de repente, ela chega… A inspiração. Às vezes, chega devagar e o texto começa, aos poucos, a tomar forma. Outras vezes, a inspiração cai como piano de desenho animado e tudo começa a fazer sentido. Então, o leitor percebe – quase sente – que valeu a pena começar a leitura. E o escritor… esse entra em transe. Um transe literário redacional.

* * *

Transe literário redacional (TLR) = doença genética e não contagiosa.
Há vários tipos. Alguns causam sérios danos, mas raramente algum deles é no portador da doença e sim em terceiros. Outros consegue transformar a doença até em ganha pão. Muitos tem e nem sabem. E tem gente que quer ter, se esforça – até finge!! – mas, definitivamente, não tem!

* * *

Ainda não sei se sofro de TLR ou se estou no grupo que se esforça, mais nunca terá um diagnóstico assim. Mas se for – ai meu deus!! – não cliquem no RSS!! Será sempre uma tortura.

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